Retinoblastoma
O que é retinoblastoma
O retinoblastoma é o tumor ocular mais frequente na infância que preocupa muitos pais. A melhor prevenção é o diagnóstico precoce, pois a lesão começa na retina, um tecido no fundo do olho e vai crescendo progressivamente. Portanto, a orientação é que o pediatra do seu filho realize a avaliação do reflexo vermelho 3 vezes no primeiro ano de vida. Além disso deve ser feita a avaliação do “teste do olhinho” antes alta da maternidade.
Como diagnosticar o retinoblastoma
Em geral são os próprios pais e cuidadores que primeiro observam algo anormal nos olhos das crianças. Pode ser um brilho estranho, desvio ocular (estrabismo), balanço dos olhos (nistagmo), mudança na cor dos olhos, lacrimejamento ou até aumento no tamanho dos olhos. O retinoblastoma acontece em cerca de uma a cada 20.000 crianças, principalmente entre os 18 e 24 meses de vida. A cada ano surgem 300 novos casos no Brasil e 7000 no mundo.
Apesar de não ser muito prevalente o diagnóstico precoce é fundamental, pois pode acometer um ou dois olhos e ainda o cérebro. Desta forma, a localização e extensão conforme a progressão do retinoblastoma são decisivos no prognóstico visual e de vida do paciente, tentando preservar o máximo possível as estruturas oculares e cerebrais bem como suas funções. Para tanto é fundamental o contato próximo das crianças com o pediatra para a realização do teste do olhinho regularmente e encaminhamento para o médico oftalmologista , preferencialmente um oftalmopediatra (conheça os oftalmologistas e oftalmopediatras da nossa clínica), que fará o exame de mapeamento de retina, caso necessário sob narcose (sedação) e os exames necessários para esclarecimento e encaminhamentos adequados.
Cuidados com as crianças
É fundamental que os pais estejam bem orientados a buscar o médico oftalmopediatra assim que notarem qualquer suspeita de algo diferente relacionado aos olhos dos seus filhos. Não espere que a criança reclame que não está enxergando direito, pois sua visão está em desenvolvimento e sua qualidade visual é a única que ela já experimentou, sem uma outra referência de visão e, além disso, a visão de apenas um olho não exclui a possibilidade de problema no outro olho.
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Este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta. O diagnóstico e a conduta em cada caso dependem de avaliação individual.