Filtro de luz azul: usar ou não usar?
Entenda o que é o filtro de luz azul
Muito se fala sobre os efeitos da luz azul emitida por telas de celulares, computadores e televisores. Como oftalmologista, a Dra. Christiane (CRM: 75580, RQE: 41563) frequentemente recebe a pergunta: vale a pena usar lentes com filtro de luz azul? No vídeo acima, ela traz uma análise técnica e acessível sobre o tema — com base em evidências científicas e experiência clínica.
O filtro de luz azul é um revestimento aplicado às lentes dos óculos com a proposta de bloquear parcialmente a luz azul, especialmente em ambientes digitais. Mas será que essa proteção é realmente necessária?
A luz azul é mesmo uma vilã?
A luz azul faz parte do espectro da luz visível e está presente, inclusive, na luz natural do sol. Ela tem papel fundamental na regulação do nosso ciclo circadiano, na produção de hormônios, no humor e até mesmo na qualidade da visão. Nosso corpo depende da exposição à luz azul — principalmente durante o dia — para manter o equilíbrio entre o sistema visual, metabólico e neuroendócrino.
Ou seja: bloquear a luz azul pode interferir negativamente em funções essenciais do organismo, sobretudo se feito sem critério.

Por que a Dra. Christiane não recomenda o uso?
A Dra. Christiane, que é formada pela Faculdade de Medicina da USP e especializada em oftalmologia e neurociência da visão, não utiliza lentes com filtro de luz azul — e geralmente contraindica o uso aos seus pacientes. Isso porque não há evidência científica robusta de que o filtro traga benefícios à saúde ocular. Além disso, a filtragem pode atrapalhar o funcionamento de células essenciais para a visão e para o ritmo biológico. Veja o vídeo acima e entenda mais sobre o assunto.
O que fazer então?
O ideal é expor-se à luz azul natural durante o dia e evitar telas à noite, principalmente antes de dormir. Em vez de investir em filtros, ajuste o brilho das telas, mantenha uma distância adequada dos dispositivos e valorize a luz do ambiente natural.
Veja o vídeo completo no Youtube clicando aqui
Este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta. O diagnóstico e a conduta em cada caso dependem de avaliação individual.