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Oftalmologia Alto de Pinheiros

Compartilhar colírio entre a família. Entenda os riscos e cuidados

Dra. Christiane Sciammarella Wakisaka Oftalmologista e Oftalmopediatra · CRM 75.580 · RQE 41.563 · · 2 min de leitura
como pingar colírio

Você já teve aquela dúvida se pode usar o mesmo colírio que o seu filho ou parceiro? É uma situação comum no dia a dia, pois compartilhar colírio exige atenção redobrada, e a resposta depende de um detalhe muito importante na hora da aplicação.

Neste vídeo, a Dra. Christiane Wakisaka (CRM 75.580, RQE 41.563) explica a regra de ouro para o uso seguro do colírio em família e como evitar a contaminação ocular.

Afinal, o frasco de colírio pode ser compartilhado?

O hábito de compartilhar colírio é mais comum do que parece, e mais perigoso do que parece também. Segundo pesquisa do Instituto Penido Burnier, o compartilhamento de colírio é responsável por 35% das contaminações oculares, de acordo com levantamento divulgado pela EBC, e isso acontece porque o bico dosador pode transportar microrganismos de um olho para o outro — mesmo entre pessoas da mesma família.

Por isso, para que um frasco seja utilizado por mais de uma pessoa sem riscos, a ponta do colírio jamais deve encostar na pálpebra ou nos cílios. O próprio Conselho Brasileiro de Oftalmologia orienta que, ao pingar o colírio, o frasco não deve entrar em contato com a pele da pálpebra, os cílios ou o globo ocular, conforme destacado em reportagem da Universo Visual. Se você quiser saber a técnica correta, confira nosso post sobre como pingar colírio.

A “Regra da Escova de Dente” para compartilhar colírio

A Dra. Christiane faz uma analogia importante: colírio é como escova de dente. Se o aplicador encostou em qualquer parte do olho ou do rosto, ele se torna um item de uso estritamente individual.

Portanto, se você não tem segurança na aplicação ou se o bico do frasco tocou a região ocular, não compartilhe o colírio. Cada membro da família deve ter o seu próprio frasco para evitar quadros de conjuntivite bacteriana ou outras infecções oculares.

Olhos vermelhos ou com coceira? Não se automedique

Um erro frequente é usar colírio por conta própria diante de sintomas como coceira, ardência ou vermelhidão, muitas vezes sem saber a causa real do desconforto. No entanto, antes de recorrer a qualquer colírio, vale também entender o que está provocando o sintoma. Saiba mais no nosso post sobre coceira nos olhos: causas e tratamento.

Portanto, se os sintomas persistirem, o ideal é consultar um oftalmologista para identificar a causa correta e receber o tratamento adequado. Agende sua consulta e cuide da sua saúde visual com quem entende do assunto.

Este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta. O diagnóstico e a conduta em cada caso dependem de avaliação individual.

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